Não é uma crónica mas uma ideia, uma acção. Um iniciar de alguma coisa.
Já há algum tempo tenho andado com vontade de "falar" sobre mudanças e sobre as mil e uma coisas que não conseguimos deixar (sejam coisas materiais, sensações, sentimentos, pensamentos, ideias, ...). Não será hoje, ainda, o dia em que aqui deixarei as minhas reflexões, mas porque as mudanças são uma constante da minha vida, e quero mudar a inactividade vivida em algumas áreas, também, da minha vida, hoje foi dia de (tentar) desfazer-me da matéria (alguma) que não me faz falta.
No seguimento, acabei por fazer uns quantos videos, em tom de discurso ou conversação comigo mesma (já que a solteirona vive sozinha e as paredes não fazem eco das suas palavras), e numa tentativa de experimentação/aprendizagem editei o video que se segue.
Quanto ao resto das palavras e considerações deixarei para uma próxima publicação, porque este blog, assim como o video (e muitas outras coisas que não serão descartadas para sempre), continuarão por aqui...
Até la, fiquem muitíssimo bem!
P.s. caso queiram partilhar:
- Quais os objectos que mais acumulam e vos custa desfazer por esses lados?
««solteirona»- uma mulher que permanece solteira para alem do tempo normal de casar.» E esse tempo normal qual é???
ResponderEliminarPara responder a essa questão teria que divagar sobre o significado/conceito de "normal" (e quiçá de "tempo" também :)). E o "normal" tem muito pensamento e palavra para se escrever, consoante o género, sociedade, etc, etc, etc. Qual tempo normal para uma mulher se casar? Esse poderia ser o tema de uma nova crónica, provavelmente.
EliminarPor acaso é uma questão que tenho vindo a colocar a mim mesmo ao longo da vida e à qual obtive uma resposta, considerável e tão absoluta, quanto inesperada.
ResponderEliminarQuando a nossa vida se vê resumida a uma mochila de 50 litros e um Volkswagen Polo carrinha que só trabalha quando lhe apetece ? O que é que trazes, para além de roupa e das máquinas fotográficas ?
Umas quantas canetas, a colecção de canivetes e livros, (os livros pesam que se fartam), uma garrafa de Bushmills.
Tenho, no entanto, "que dar graças" a uma só pessoa, que num repente, me fez reduzir a minha vida à tal mochila de 50 Litros. E dei e não voltei mais.
Continuo a não abdicar das minhas canetas, embora tenha começado a escrever e a publicar textos, com uma máquina de escrever emprestada, (o compasso de espera faz-te reflectir sobre o que vais escrever a seguir e é muito mais inspirador. Aliás troquei do Tablet, para o Laptop, só para ter o prazer de teclar este texto. E se fosse possível e é possível, faria o mesmo numa máquina de escrever, só não o faço porque a tinta secou.
Continuo a guardar as minhas canetas e os meus canivetes, com a mesma estima que os guardava de antes, mas agora são muitos mais. Os livros... Dão-me para ler até ao fim da vida... A não ser que morra amanhã.
Nuno, comentário inspirador (para mim), o teu. Deste lado ainda ando a compreender-me na ideia de viver comigo mesma e pouco mais. É uma batalha (ainda) desfazer-me do que prende e pouco significa no fundo para mim (ridículo, não é?), mas é algo que tenho como objectivo de "vida", suponho. A divagar em pensamentos (ainda hoje) sobre essas questões. Ainda ando a ensaiar as frases sem as escrever e concretizar.
Eliminar